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5 Dez: Dia Internacional do Voluntariado

Embora vinte dias separem a celebração do Voluntariado e do Natal, penso que ambos estão associados a um factor comum, embora se desenvolvam por caminhos diferentes.

Refiro-me à invocação do acto de partilha, de bens essenciais com quem não os tem, ou de ajudar, por meios a que outros não acedem. É um desafio de fasquia elevada, não necessariamente pela dificuldade em executar as boas intenções, mas pela dificuldade em tomar consciência da vontade de bem agir.

Quer pela forma como a suposta progressão da sociedade está assente num esquema de consumismo, quer pela forma como esse conceito é massivamente divulgado nos meios de comunicação (que naturalmente se financiam em fazê-lo), os bons corações tornam-se dormentes e pouco ávidos de boas acções.

Felizmente para os Portugueses, um povo tipicamente retratado como “deprimido”, dizem as estatísticas que apesar de tristes somos caridosos, principalmente quando as festividades do calendário assim o relembram.

No entanto, apreciaria algo de maior importância do que a celebração do dia em questão, e refiro-me à “mentalidade voluntária”. Atentaria particularmente ao termo “voluntário” – algo que pode ser praticado com boa intenção e de livre vontade. É esta característica que certamente está presente nos que, nas suas vidas, têm disponibilidade para algo tão simples como ajudar, o que pode ser praticado todos os dias, em pequenas doses, em pequenas coisas. Afinal, a vida constrói-se por pequenos detalhes que, quando combinados, apresentam  grandes resultados.

Ser voluntário não se limita ao altruísmo de contribuir activamente numa instituição, parte da iniciativa em cada um assumir responsabilidade pela própria vida e pelas próprias acções. Começa pelo simples acto de estar atento e cumprir com os deveres, morais e legais.

Ser voluntário é ser livre e utilizar esse poder para um bem maior – todos nós.