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2012 Ano Europeu Envelhecimento Ativo

A consagração do ano do “Envelhecimento Ativo” invoca o repensar da perspectiva em que o envelhecimento e  a reforma são assumidos como o abandono de uma vida profissional e social activas para uma nova forma de estar que seja, mais ou menos, o aguardar pelo fim da vida.

Contudo, e ressalvando a importância que é a conotação ‘activa’, recordaria as palavras de quem sabiamente comparou o envelhecimento do indivíduo ao amadurecimento dos vinhos. De facto, o envelhecer é uma característica de quem padeceu à vida, porque até a esse inevitável momento está-se a amadurecer, a desfrutar do aperfeiçoamento do saber viver adquirido ao longo da vida. A reforma é, naturalmente,  uma reformulação e um reaproveitamento da forma de viver até então e nunca um abandono da vida.

Tome-se o exemplo da Suécia, em que no registo profissional, a transição para a reforma é um processo gradual em que progressivamente o número de horas de serviço é diminuído, suavizando a mudança na gestão de horários pessoais e, também, possibilitando a transmissão de conhecimentos ao novo trabalhador.

A Golden Age, como lhe chamam os norte-americanos, permite que se tenha tempo precioso para desfrutar os interesses da vida, os familiares mais novos, ou aplicar as habilidades pessoais em actividades associadas a causas sociais.

Até que o tempo pare viver é um dever, e mesmo que os tempos sejam outros e não se possa fazer o que se fazia antigamente, façam-se coisas diferentes para as quais anteriormente não havia paciência!