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Óscares: A febre da passadeira vermelha

Embora não seja um nome epopeico, tornou-se o ícone do mais alto nível da 7ª arte. Se em tempos era uma pequena festa que galardoava o talento dos que primeiro trabalharam a matéria prima que era a  imagem animada dentro caixa, actualmente é um festival onde até um cão e uma perna têm, por si só,direito a lugar de destaque. E não menciono o cão para ironizar a sua condição de animal, mas pelo facto de se ter elevado à condição de competidor directo com uma perna que era nada menos do que da Angelina Jolie.

Mas, o que atrai multidões para o espectáculo, além dos espécimes que se exibem na “red walk”?

Naturalmente os vestidos das musas, os escândalos dos humoristas, o charme do George Clooney e da sua Donzela prét-a-porter, o entusiasmo da festa, o carisma do anfitrião… e as estatuetas…!

Além de todos estes aspectos, o facto da festa despertar a costela adormecida de Cinderela (ou príncipe encantado!) que está nas pessoas. Também ela procurava o um lugar de destaque, não na indústria de cinema, mas com a família, com amigos, na sociedade… Um pouco o que todos começam a fazer desde que se nasce, é simplesmente uma condição humana, embora os actores tenham direito a um bibelot que naturalmente deve ser agradável de receber.

Se eles lutam por um lugar na passadeira vermelha, todos lutam por um lugar ao sol, mas sem a ingratidão de ter que  fazer de conta para ser alguém…

Certamente que ter ídolos não tem mal, porque eles nunca serão aquilo que queríamos ser… São apenas personagens que permitem que um adulto continue a brincar ao faz-de-conta como em criança brincou, sabendo que não se pode ser tudo, mas que se tem tudo para ser alguma coisa quando crescer…