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Superstição: Sexta-feira 13

Se, de todas as superstições, alguma delas será o ex-libris, então esse troféu é merecido pela Sexta-Feira  13! Tão rara quão sedutora, inspira o medo do azar com a subtileza do canto de uma sereia.

Sendo um dia icónico, abre caminho para explorar a superstição nas suas diversas formas, sejam rituais, objectos de culto ou crenças.

De todas as formas e feitios de ser supersticioso, existe um denominador comum que, dado a sua proporção, define a função do “ser supersticioso”. Refiro-me concretamente, àquele que também é um elemento presente em todos os seres vivos com instinto de sobrevivência: O Medo. 

Este sentimento tem uma característica que o torna particularmente interessante, que é a sua veia camaleónica. É possível temer coisas, pessoas, fantasias, suspeitas…

Independentemente do que for, coisa boa não será, daí surge a necessidade de minimizar o seu impacto; neste sentido, a melhor forma de um indivíduo se proteger de alguma coisa é controlá-la.

Melhor ainda, será controlar tudo (e mais alguma coisa!) que possa estar associado ao perigo de que alguma coisa, concreta ou não, aconteça.  Naturalmente, compreende-se a panóplia de superstições que se criaram. Conseguir controlar todos os elementos que possam implicar o medo ou o azar, seria uma excelente solução!

A intolerância do ser humano ao desconhecido leva à criação de respostas improvisadas para tentar controlar o mundo à sua volta. Melhor seria, no entanto, ter coragem para perceber que se alguma coisa deve meter medo, então é o de si próprio! Já dizia Ben Franklin: existem três coisas extremamente duras: o aço, o diamante, e conhecer-se a si próprio.

Bom trabalho e boa sorte!